A perfuração não começa na máquina, começa na conta. Antes de mobilizar
qualquer equipamento, é preciso saber quanta água a propriedade precisa,
onde essa água vai ser usada e como ela será armazenada. Esse
levantamento inicial define o porte do projeto e evita os dois erros mais
caros do setor: perfurar abaixo da necessidade real e ter que voltar
depois, ou dimensionar um sistema maior do que o uso justifica.
Com a necessidade estimada, define-se o projeto: o ponto de perfuração
dentro da propriedade, o método de execução e o escopo do que será
entregue. Só então a perfuratriz é mobilizada. Durante a perfuração, as
camadas atravessadas são acompanhadas — é o que acontece nessa etapa que
determina se o poço vai precisar de mais revestimento, de estruturação
adicional ou de ajustes no plano original.
Terminado o furo, o poço passa por desenvolvimento e limpeza. Essa etapa
retira o material fino que ficou solto durante a execução e é o que
permite avaliar o poço em condição real. Com o poço limpo, mede-se o
comportamento do nível de água e a vazão que ele sustenta. Esses números
— que só existem depois da perfuração — são a base para dimensionar o
sistema de bombeamento.
Por último vem a instalação do conjunto de bombeamento, quando ele faz
parte do escopo, e a entrega com laudo técnico e documentação de acordo
com as normas.
Veja o serviço completo na
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O que não dá para prometer antes de perfurar:
profundidade final e vazão. Qualquer empresa que garanta esses dois
números antes de o furo existir está prometendo o que ainda não foi
medido. O que se pode fazer antes é dimensionar o projeto para a demanda
informada e executar com o método correto.